No final do ano 2000, a Oficina de Imagens passa a integrar a Rede ANDI Brasil. Inspirada na experiência da ANDI (Agência de Notícias dos Direitos da Infância), a Rede reúne um grupo de nove organizações não-governamentais sediadas em diferentes estados brasileiros.
Em cada estado, as agências adotam metodologias de trabalho semelhantes com o objetivo de tornar realidade a prioridade absoluta de crianças e adolescentes na implementação de políticas públicas, como prevê a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Para isso, a Rede ANDI Brasil prioriza o trabalho junto a três públicos: jornalistas, integrantes do Sistema de Garantia dos Direitos e estudantes de Comunicação. No caso dos profissionais que atuam na imprensa, a Rede estabelece contato por meio do monitoramento dos jornais impressos, elaboração de sugestões de pauta, realização de oficinas nas redações, publicação de materiais de apoio, organização de um banco de fontes especializadas no tema e produção de análises de mídia.
Em Minas Gerais, a Oficina de Imagens produz, de segunda à sexta, o Clipping – MG: Criança e Adolescente , enviado por e-mail a cerca de 3.500 contatos. Semanalmente, o mesmo público recebe o Prioridade Absoluta, boletim com sugestão de pauta para a imprensa, agenda, editais e eventos de interesse de comunicadores e profissionais que atuam na área da infância e adolescência.
Conselheiros dos direitos da criança e do adolescente, conselheiros tutelares, profissionais que atuam em programas dedicados ao público infanto-juvenil, entre outros, são envolvidos em ações de formação em comunicação e mobilização social. Nesse sentido, a Oficina de Imagens também auxilia na elaboração de planos de comunicação para que essas organizações melhorem seu relacionamento com a mídia, dêem mais visibilidade às suas ações e mobilizem diversos segmentos em torno da causa. Este público também recebe os boletins eletrônicos produzidos pela agência.
Os estudantes de Comunicação são mobilizados por meio do programa de estágio e da realização de palestras nas universidades, que os sensibilizam para uma atuação mais responsável e qualificada em relação a crianças e adolescentes, especialmente no caso de temas polêmicos como trabalho infantil, abuso e exploração sexual e envolvimento de adolescentes com o ato infracional. Assim como os outros públicos, os estudantes também recebem os boletins eletrônicos produzidos pela agência.